sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ensaio Marindia Rios

 Gargalhadas, pulos, conversas descontraídas, naturalidade. Nisso se baseia um ensaio fotográfico com Marindia Rios. Extrovertida, bem humorada e bastante disposta ela é capaz de topar as loucuras desta fotografa aqui. Fotos dela, sem dúvida, é sinônimo de festa e descontração.

A jovem, de 18 anos, foi fotografada no final de 2010 no parque Witeck, em Novo Cabrais. De olhos castanhos, tem 57 kg distribuídos em 1,70 de altura. Marindia foi a representante de Novo Cabrais nos concursos de Beleza Musa do Sol e Broto Cristal das Águas, de 2011. Essa foi a modelo da semana.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ser ou não ser solteira

Detalhe para não me meter em encrenca que eu não sou. É apenas uma discussão.

E fique bem claro, que o solteira a qual me refiro é o nome dado a relação com alguém, seja ela em qualquer estância desde que com “periodicidade” e comprometimento mínimo entre ambos – ficante, pequete fixo, namorado, noivo, marido, relacionamentos alternativos... (simples nomenclaturas que se encaixa no mesmo no fim das contas). O caso é “Ser ou não ser” (o grande clichê no quesito existência). 

Algumas meninas reclamam que sentem falta da solteirice, outras não vêem a hora de desencalhar. Eu fico no meio desse dilema (sendo bombardeada por lamúrias de amigas o tempo todo) e, portanto, resolvi escrever a respeito. 


Confesso de depois da primeira experiência frustrada e da retomada ao ser “solteira” nada parece ser melhor. Pela primeira vez você sente o verdadeiro gosto de uma festa, bons amigos (os parceiros nesse caso), boas bebidas e muita farra. E não estou falando em “afogar as magoas” e sim de ser livre de novo, se livrar daquela mala que implicava com suas roupas, suas manias e te levava pra sair só quando não tinha o futebolzinho ou o sono sagrado.
 

Ah a solteirice. Os esquentas com as amigos, as baladas de meio de semana, os gatinhos do ônibus, da escola, do trabalho, do outro lado da rua e do prédio vizinho (Uhu). O céu é o limite. Independente de sair para dançar, para pegar ou apenas para beber, a festa é garantida. Nada de brigas, nada de intrigas.
 

Do outro lado, aquele alguém que você ama (ou pensa, ou finge que ama) e todas as infinitas promessas de carinhos (caretices à parte). A estabilidade. O corpinho certo para transar sempre, o cobertor de inverno, o colo mais aconchegante e o beijo mais sincero. O amigo mais companheiro que você já teve.
 

Conheço vários casos, provei dos dois extremos e não amiga, NÃO ADIANTA, vocês sempre reclamam de tudo, mas na verdade os dois lados tem vantagens e desvantagens. Na verdade, realmente, concordo com os homens é IMPOSSIVEL entender as mulheres (eu não entendo também camarada). Mas o cara que não existe proporcional a essas necessidades diversas e malucas das mulheres modernas, me arrisco a dizer seria aquele bem parceirão, que mesmo te tratando e te fazendo única te leva para as melhores baladas, as melhores festas, te dá os maiores porres (sim, ele te embriaga). Deixa que você dance com todos os amigos dele e sim, você sai sem ele também e com ele e com tudo junto e misturado. Você leva a maior vida badalada de solteira com o pequeno detalhe, de uma bolsa mala (de preferência querido, inteligente e bonitão) de mão.
 

Bom, enquanto eu continuo pensando nessa mutação dos dois extremos, meninas solteiras vão correndo por bar pra próxima festa e meninas “casadas” vão lá aproveitar o cobertor de orelha, já que o friozinho está chegando.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Acredite se quiser

Sou vadia, mentirosa e interesseira. Faço intrigas, provoco brigas, arrumo encrenca. Já tentei derrubar um prédio, matar pessoas e estuprar um garotinho, também. Calma gente, não sou uma pervertida, ninfomaníaca, mercenária, transtornada e psicopata, só estou revoltada.
 
Me irrito muito quando dou o melhor de mim, tento ser a pessoa mais sincera e transparente do mundo e simplesmente, não acreditam em mim. É triste ver tanta falsidade no mundo, gente mesquinha e superficial (frase clichê, mas verídica), mas eu já me acostumei com tudo isso, pelo menos na grande parte do tempo. O que não suporto e me deixa profundamente irada é quando você é capaz de admitir seus erros, falar o que pensa e sente abertamente e, simplesmente, pensarem que você está de “conversinha” ou querendo algo em troca com o assunto. Conversinha? Ah ta, vou lá discutir a invisível celulite das fotos da Angelina Jolie, talvez alguém acredite em mim. 

 
Não se percebe que meus olhos são sinceros? Que não haveria motivos para eu mentir em coisas tão imbecis? Não haveria lucro algum, nem vantagem. Aliás, mentiras apenas atraem vantagens passageiras, acredito. Daí você percorre caminhos, encontra pessoas, se decepciona com várias (para não disser a maioria), mas a vida continua e você sempre volta a acreditar em alguém. É uma necessidade humana. Então quanto você acha que está tudo bem... TCHARAM, parabéns, você foi premiado com titulo de sem credibilidade. E tudo por quê? Porque teve a perigosa, arriscada e macabra decisão de falar a verdade. As palavras são um perigo.

 
Agora, claro, se você não coloca fé nessas palavras, volte à primeira frase deste texto... E, depois, CORRA!




Ah, sim hoje eu estou com TPM. "Perigo" "Perigo"

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Essa tal paixão pela fotografia

“Fotografia nada mais é do que um cálculo onde as variáveis de  soma são luz e criatividade, elevadas a paixão daquele momento”. Lucas Barbosa

Já de anos que me entreguei a ela. Meu olhar capta a todo momento cenas que poderiam virar lembranças com a arte de escrever com a luz. Criativa, impulsiva, nada discreta e mirabolante eu vivo a perambular em busca dos melhores ângulos, cores e movimentos.
Crítica, analista, detalhista, perfeccionista e mais um monte de ista... não possui preconceitos no olhar. Ele é puro e intenso. Corpos, olhares e gestos me encantam. Sensualidade, selvageria e explicites, também. Vejo arte por arte e nela me perco e me encontro. 
A partir de hoje, pretendo dividir com vocês um pouco do meu trabalho, também encontrado no perfil 1 e 2 do orkut, twitter e em coluna em dois jornais da região. Apreciem sem moderação ;)

As primeiras fotos são do ensaio de Rafaela Schoenfeldt.

Fotografada em duas etapas, entre janeiro e fevereiro, foi a primeira vez que a jovem posou para as lentes de um fotógrafo. A escolha por ela para inaugurar o espaço se deve ao fato dela completar 15 anos neste sábado, 16.

Bastante expressiva, Rafaela mostrou que leva "jeito pra coisa". Perfeita para fotos publicitárias e encartes. Ela é capaz de chorar em frente as lentes. Fotogênica, loira natural, magérrima e com uma manchinha no nariz que é um charme (se assemelha a um piercing) a jovem tem tudo para seguir na carreira - eu apoio :D.
























Obs.: Os posts serão feitos de acordo com a publicação feita em um dos jornais do qual tenho espaço para fotografia. Assim sendo, os leitores poderam acessar nesse espaço as imagens não divulgadas e coloridas (jornal em PB)

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando se fica deprimida...

Imagem: www.sxc.hu
Que mania das pessoas de tentar me entender, de querer saber o que eu tenho e por onde ando. No fundo, eu até gosto desta preocupação, mas não é isso que quero, pelo menos não só o que eu preciso em dias, como o de hoje. Estou irritada, sabe? Triste e deprimida. Sei que isso é estranho em mim. Não costumo andar calada, sem vontades e ideias mirabolantes, mas também sou humana. Tenho esse direito.
Tento problemas como qualquer ser humano e me desafio dia após dia para dar o melhor de mim. Sempre com um sorriso no rosto, sempre julgando fácil o impossível. Esse é meu jeito, mas é humano que eu me sinta debilitada, que eu pare para chorar de vez em quando. Afinal de tantos mil sorrisos, preciso me fortalecer para mantê-los e nem sempre tenho esta força. De vez em quando, preciso renová-la.
Poxa, eu sou uma menina de seus 20 anos e com muitas coisas, querendo me encontrar. Com medos e curiosidades e quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo e esse mesmo tempo te pressiona por escolhas, você desaba. Sim, eu também choro, apesar de parecer forte. E fico sem vontade alguma para coisa qualquer. Só quero um quarto escuro, um travesseiro que agüente meu choro e me desligar do mundo.
Você está deprimida. Tudo parece confuso. Tem medo do seu próximo tombo de moto. Não se sente reconhecida e realizada no local de trabalho. Os sintomas que está manifestando indicam uma possível doença e possíveis tratamentos (que possivelmente odiarei). Você se pergunta quem são seus amigos e se aquela pessoa, que você tanto gosta, ainda te faz feliz. Precisa de pautas, muita criatividade e uma dose extra de tempo. Apavorada, controla o desespero e tenta mascará-lo com a calma e a tranquilidade – coisas que aqueles que te conhecem, sabem que é anormal da sua rotina.
Ainda assim as pessoas te fazem perguntas absurdas como “Você está grávida?” coisas que ouve a meses, devido aos sintomas semelhantes – tontura e náuseas. Outros simplesmente te olham com cara de curiosidade, como se tentassem adivinhar o que se passa na minha mente para espalhar o mais novo boato. E ainda assim, não tenho o direito de ficar assim? Irritada, triste, desanimada?
Sei que hoje estou dramática – e, confesso, até eu estranho – e sei também, que no novo dia já estarei no meu normal. Mas das poucas vezes, que me encontro neste estado... Não, eu não preciso de médicos, de pessoas me paparicando e perguntas tolas.  Preciso é apenas um abraço. Daqueles tão fortes e grandes que caibam o mundo. E que nele eu chore e seja reconfortada. O abraço que não ganhei... e, era TUDO que eu precisava.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Costumo ter medo de Bicho Papão

 Estava com medo. Muito medo. Não fazia ideia do que estaria por vir. Ao entrar pelo portão principal, perguntei ao porteiro onde seria o tal prédio o qual haviam me chamado e, também, perguntei pelo banheiro. Gentilmente ele me explicou e me alcançou uma chave de acesso ao banheiro feminino.
Tranquei por dentro, me olhei no espelho e percebi que estava em pânico. Fiz o número um, lavei as mãos e continuei a me olhar no espelho procurando possíveis imperfeições e/ou uma aparência sem credibilidade.  Estava ficando paranóica. Disquei alguns muitos números de amigos e para catástrofe do momento – em plena 9h45min – todos estavam ocupados, deduzi quando não atenderam e outras fora de área. Precisava falar com alguém. Por sorte, pelo menos um atendeu, mas não manifestou o menor estimulo. Porém, estava mais calma.
Já havia saído do banheiro – e devolvido a chave – e me encaminhava para a escada de acesso ao segundo andar. Suava, suava muito. Meu celular estava com a tela molhada, tamanha tensão ao usá-lo.  A moça que atendeu dirigiu-me para a “terceira porta a direita”. Não deduzi que fosse muito esperta. A porta certa era a quarta – ela havia contando após a sala dela que seria a número um para um leigo ao prédio.
A moça com que eu deveria falar reconheceu-me quando disse meu nome e foi simpática. Pediu para eu aguardar o “SECRETÁRIO”.  Aguardar por si só já é algo muito tenso para alguém hiperativo feito eu, quem dirá me informar que eu aguardava uma das autoridades maiores do “negócio” para a conversa que ela marcará. Não, eu não sabia que seria com ele. Pelo nome lembrei que ele era meu seguidor no twitter e eu o seguia também. Era um torcedor do tricolor e bastante ativo nos comentários – lembrei.
A espera deve ter durado alguns minutos, não sei ao certo, mas para mim foi uma eternidade. Nestes “eternos” minutos repensei toda minha vida e conclui que tenho medo das pessoas até então desconhecidas. Elas parecem fortes, robustas e como numa selva, vale a lei do maior comer o menor e eu me sinto o bichinho aniquilado. Na verdade, esse medo passa, assim que consto que são apenas pessoas comuns, como eu. Que não irão me morder e nem sequer conseguem ler meu pensamento quanto a elas (UFA).
O senhor que aparece no corredor parece passar pelo mesmo desconforto. Esse, porém, de traje formal, mala nas mãos e postura firme e precisa comete o mesmo equivoco com a porta, após a informação errada. Detalhista que sou e com a conseqüência dos episódios da série Lie to me* percebi que ele suava e estava tão, ou mais, nervoso que eu. Antes de aparecer à porta ele respirou fundo, arrumou o colarinho da blusa, se postou em frente da porta e deu um passo atrás. Um gesto bastante inseguro para o senhor maduro que ele aparentava ser. Disfarçando o nervosismo, cumprimentou a moça que o atendeu com uma voz cordial e atenta. Se saiu bem, mas eu notei seu medo. Isso me fez perceber que sempre haverá o medo, independente da experiência que se tenha. Como já citará William Bonner, mesmo depois de anos, haverá o “friozinho na barriga” a cada novo telejornal.
Acabou espera. O Secretário chamou por mim. Postei-me em sua frente, mas não tive a mesma máscara do senhor nervoso antes de mim. Deixei meu casaco cair, sentei-me toda atrapalhada e ele deve ter notado que eu estava gelada e suando. Em poucos detalhes, além dos que eu já sabia a seu respeito, notei também que ele era petista – havia uma moldura do Lula como presidente em seu escritório.
Para não estender o conversa em detalhes por menores, o tal “bicho papão” era um senhor, ou melhor um jovem - entre 30 e 40 anos – de boa aparência, gentil e me fez sentir a altura dele. Me surpreendeu e saí de lá com mais do que chegará. Saí com oportunidade, com o voto de confiança, com algo que a tempo eu sonhava. Há anos que eu tentava, e, aquela, mera pessoa que eu acabará de conhecer me concedeu. Foi minha primeira entrevista de emprego. Mais uma barreira rompida. Nunca existiu o bicho papão...

*Seriado americano que mostra uma equipe de especialistas em solucionar casos através de micro expressões.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando perdi minha inocência

* O primeiro texto da série "Minha querida Infância". P.S. Todos serão história verídicas.
 
Tinha pouco mais de quatro anos e uma curiosidade tremenda. Era verão e um aglomerado de homens surgia diante dos meus olhos. Meu primo, 8 anos mais velho que eu, havia chegado com algo que me seduzira a primeira vista. Gibis.
A paixão por revistas, livros e jornais é algo que carrego comigo desde bem pequena, talvez uma previsão do que viria a ser minha profissão. Naquela manhã, ou tarde - não lembro ao certo - ele chegará com dois. Um deles estilo faroeste – se não me falha a memória, TEX.  O outro era diferente de todos que já tinha visto, era colorido e tinha pessoas. De imediato pensei que eram para mim. Para minha decepção ele exibira aquele aglomerado de páginas coloridas para todos os homens ali presentes – meu pai e os demais dos quais não recordo quem seriam – menos para mim.
Mimada que era fiz cara de choro e exigi ver também. Disse-me que era revista de menino e me entregou o outro gibi, do qual eu julgava da pior espécie. Era sem vida, com poucas cores e eu queria o outro. Indignada fiquei de birra e sai dali.
 Mas não haveria de terminar ali. Com que ele achava que estava se metendo? “Revista de menino”? Ora bolas, eu sempre gostei de brinquedos de menino, carrinhos e bola, como ele poderia pensar que eu não gostaria daquele livrinho tão colorido? Já na época, era contra esses preconceitos machistas e pré-estipulados pela sociedade.
Aquela revista haveria de ser minha. Escondi-me próximo do local e fiquei no aguardo de qualquer passo em falso do inimigo. Minha mãe, mesmo sem saber, foi minha cúmplice, chamando todos para o café. Eles estavam no galpão e teriam que se deslocar até a cozinha, na minha casa. Vi de canto que ele soltara meu “tesouro” em cima de uma "pia" de fumo, com mais ou menos o dobro da minha altura (nunca fui muito alta).
Sorrateiramente peguei um banco que havia lá e o usei para subir. Ainda assim era alto e tive que dar impulso para conseguir alcançar o alto. Por pouco não fui para o chão. Ao sentar-me naquela "pia" de fumo tão alta e com aquele gibi em minhas mãos, me senti tão grande, forte e corajosa que nada do mundo me atrapalhara – nem aqueles tocos de fumo que costumavam pinicar a bunda.
Em êxtase e com o coração a mil eu analisará o tal gibi. Havia vencido. Curiosa, o abri e em espanto fiquei. Era uma moça loira bastante bonita e um cara forte de pele morena e eles faziam coisas que não posso relatar para o horário.  Era um gibi pornô, daqueles que fazia sucesso nos anos 80. Sem entender aquilo tudo, e julgando muito nojento o “pirulito” que ela tinha na boca, controlei o choro de susto e sai imediatamente dali.
Não contei o episódio a ninguém, provavelmente apanharia. Estava triunfante e assustada ao mesmo tempo. Havia perdido minha inocência.

Minha querida infância

Viviane Moura aos 2 anos: tentando perder o medo do triciclo
Bons tempos aqueles em que não precisava me preocupar com o tempo. Que doce não engordava e pão com melado era sagrado. As contas e as responsabilidades eram coisas de adultos. Nosso único compromisso era com a liberdade de ser criança. Tempo de brincar, deitar e rolar. A vida parecia, que nem passaria. Mas passou. Ah minha querida infância. Minhas birras, meus dengos e aqueles muitos planos para o futuro, de quem queria ter todos os brinquedos do mundo. Sei que pode parecer clichê, mas quem não tem saudade daquela infância? Daquele tempo em que banho de chuva era mágico e a criminalidade era coisa distante. Diferente de hoje, com uma memória recente péssima - talvez devido à acomodação do meu cérebro na rotina rodeada de tecnologia - do meu passado eu muito recordo. Foi tão incrível. Fui à heroína da minha própria história em quadrinhos e hoje quero relatar o máximo que posso.
Pensando nisso resolvi criar a “Minha querida infância”, uma série de textos que ironizam assuntos polêmicos de hoje para contar as simples e inesquecíveis histórias que vivemos na fase mais colorida.

 

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