Metido. Filhinho de papai. Antipático. Infantil. Era isso que eu pensava dele. Detestava aquele jovem com cara de insolente e gemi de raiva quando me contaram que teria que conviver com ele. Não suportaria. Dos olhos dele, eu era a metida demais, falante demais, dona de um “extrovertimento” chato. Fiquei imaginando os conflitos diários e meu pedido de troca por outro colega.
Quase voei no pescoço de uns tantos que alegavam “você é cega, foram feitos um para o outro”. “Quem, eu? Aquele piá chato? Hahaha”. Não restava dúvida daquele ódio que sentia, por alguém que mal conhecia (por que em algum momento se mostrou chato). Ele era invisível até então, e queria que continuasse assim.
Não sei ao certo como as coisas aconteceram. Não sei o que me passou pela cabeça. Nunca entendi. Talvez tenha sido o enorme “complô” das pessoas, ou aquela imensa lista de coincidências que se sucederam. Sei que quando me dei por conta, não havia mais volta. Os sentimentos mudaram e o que a gente passou a viver também. Passei a ser mais feliz com ele, do que sem ele. Me dei conta, do que eu havia deixado acontecer e, sinceramente, os dias que se sucederam fizeram aquilo tudo valer a pena.
Aquele pilantra do destino havia me dado outra rasteira, e me colocado onde jamais pensei em estar, naquilo que jamais eu julguei sentir. Era totalmente contra minhas vontades. E eu vivi. O mundo deu uma grande volta, cheguei a perder o chão, e foi INCRIVEL.
Hoje, bom tempo depois, mal me lembrava daquele começo e de todas aquelas coisas bobas que eu adorava tanto. A volta não parou e as coisas mudaram, umas evoluíram, outras pararam. Hoje eu me pergunto, e temo, que um dia aquele ódio volte, afinal, odiar alguém que não conhece é indiferente, mas odiar depois de amá-lo é algo que marca por toda a vida.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Amor da “vida” não é amor “pra toda vida”
Qual é o problema das pessoas com esta diferença? Já dizia o grande Vinicius de Moraes “que seja infinito enquanto dure”. Poxa gente, quando vão parar de viver maltratando a própria existência em miseras ilusões. Fico revoltada quando leio em sites de relacionamentos, recados e coisas do gênero o “amor para toda vida”. Os humanos têm bola de cristal? Não, são apenas palavras efêmeras e ditas no “calor da hora”. Não há como prever o futuro. As coisas apenas acontecem e não há o que se possa fazer contra o tempo a não ser aproveitá-lo. Apenas ame. Mas ame hoje, o amanhã a Deus pertence.
Os grandes amores podem até ser tido como amor “da vida” afinal naquele momento ele pode até ser. É intenso e único. Mas o que garante que não é momentâneo? É profundamente estranho olhar para o passado e ver em nossos primeiros amores inexistentes aquele sentimento que, antigamente, sonhávamos ser eterno. Quem garante que o amor de hoje não será o estranho de amanhã? É, pois é.
E então surgem as promessas, os planos e aquele turbilhão de sonhos que atropela tua vida social, tua relação familiar e com os amigos e o trabalho. Você vive para alguém que julga eterno. E este “eterno” pode durar uma vida, um ano, um mês ou, até mesmo, uma noite. Se durar meses e anos, o próprio tempo já transforma as expectativas e a química da paixão esfria. Reduzem os batimentos, o frio na barriga passa e a sensação chicle se desfaz. Logo aquele homem ou mulher incrível se transforma, na melhor das hipóteses, naquele ser que te atura e te faz companhia e, na pior, naquela mala sem alça com quem se dividi as contas e a cama.
Mas para que nós preocuparmos com isso? Fazer da vida a cada dia um novo dia e amar por completo apenas no instante é o que podemos fazer. Só isso completa o ser humano e, talvez, seja nossa única chance de viver um amor eterno. Nem que seja apenas enquanto dure...
Os grandes amores podem até ser tido como amor “da vida” afinal naquele momento ele pode até ser. É intenso e único. Mas o que garante que não é momentâneo? É profundamente estranho olhar para o passado e ver em nossos primeiros amores inexistentes aquele sentimento que, antigamente, sonhávamos ser eterno. Quem garante que o amor de hoje não será o estranho de amanhã? É, pois é.
E então surgem as promessas, os planos e aquele turbilhão de sonhos que atropela tua vida social, tua relação familiar e com os amigos e o trabalho. Você vive para alguém que julga eterno. E este “eterno” pode durar uma vida, um ano, um mês ou, até mesmo, uma noite. Se durar meses e anos, o próprio tempo já transforma as expectativas e a química da paixão esfria. Reduzem os batimentos, o frio na barriga passa e a sensação chicle se desfaz. Logo aquele homem ou mulher incrível se transforma, na melhor das hipóteses, naquele ser que te atura e te faz companhia e, na pior, naquela mala sem alça com quem se dividi as contas e a cama.
Mas para que nós preocuparmos com isso? Fazer da vida a cada dia um novo dia e amar por completo apenas no instante é o que podemos fazer. Só isso completa o ser humano e, talvez, seja nossa única chance de viver um amor eterno. Nem que seja apenas enquanto dure...
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