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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É recalque!


Nunca conversou mais que 5 minutos com você e diz que você “se acha” e te coloca milhões de defeitos? Das duas uma, ou tu tá pegando algo que era dela ou ela inveja algo que você tem. Sim, é muito mais fácil cobiçar a grama do vizinho do que ter a sua né? Apontar os erros, pré-julgar, PRECONCEITUAR. Tenho andado revoltada com a imagem que as pessoas criaram de mim e de tantas outras pessoas que estimo – principalmente uma em especial a quem eu dedico esse texto. 

Pra mim queridinhas(os) ficar falando mal demasiadamente pelas costas, em anônimo e afins é recalque. É aquela velha história, de comentar o corpo daquela amiga gostosa e a “amiga” invejosa falar que “ela é gorda, cheia de celulite”, pode saber que é inveja. 

Experimente sair da sua cidade minúscula e interiorana e se mudar para cidade grande. Logo você vai ser a “cheia”, “metida a gostosa”, “nerd” ou “aquela que deve estar putiando por lá”. Uhum. E se seus pais são queridos e te apoiam em todas as tuas atividades, logo eles serão os “burros que estão jogando dinheiro fora” ou “falidos que não tem nem mais onde cair mortos”. Se a academia começou a dar resultados no seu corpo, massa entrando e celulite sumindo, logo você vai ser a “ta muito gorda” ou “é aquela roupa que favorece”. Se você pode viajar, “ta jogando dinheiro fora”, se quer coisas difíceis “é louca(o)”, se querer morar longe “quer se livrar de algo”, se costuma se dar bem com o sexo oposto “é oferecida(o)”, se tem um bom emprego “no mínimo dá pro chefe”.

Ah, pelo amor de Deus, já pararam para pensar que pode ser competência? Esforço? Bom caráter? Ou simplesmente alguém que levantou a bundinha da cadeira e foi lá e fez?
Nem todo mundo gosta de ficar na janela cuidando cobiçando a vida dos outros, algumas pessoas vão lá e vivem.  Estamos entendidos?

domingo, 27 de novembro de 2011

Quando se quebra o cristal...

É difícil acreditar em algo quando já se decepcionou muito com isso, mas a maturidade nos mostra que vale a pena tentar outra vez. Relutei, relutei, mas acabei me entregando de novo. E é tão bom, a vida ganha outro brilho e você passa a acreditar que desta vez vai dar certo, que você merece alguém que te faça feliz. 

O mundo todo parece que conspira a favor, tudo é festa, sorrisos, felicidades. Enfim, você tem certeza que não há mais o que temer, que não tem do que correr, está na hora de mergulhar. E você vai, sem medo de errar. 

Não sou do tipo que vive pela metade, quando eu amo é de verdade. Eu quero tudo e mais um pouco. E sim, eu não estava errada, eu achei quem enfim eu pudesse confiar, quem eu tenho certeza que jamais trairia minha confiança. Então, é quando você aprende que só isso não basta. E por mais esforço que eu tenha feito, algumas coisas simplesmente nunca foram reciprocas. Nem todo mundo, infelizmente, consegue se entregar, nem todo mundo sabe confiar e principalmente, tem pessoas que só sabem amar do “jeito delas”.

E você insiste, persiste, briga, abre mão, cede, volta atrás, tenta ir em frente. Mas sou fraca demais para puxar o barco sozinha. E como dizem, não desisto por não ter coragem de lutar, mas sim por não ter mais forças para sofrer. São noites mal dormidas, dores de cabeças, perca de apetite (e olhe que comigo isso é péssimo sinal) e você demora a perceber que seu grande sonho, virou pesadelo.

Na ultima gota de esperança que te resta, depois de esgotado tuas forças em cedências, você ainda, passivamente, tente entender as coisas. Você sabe qual é a única solução, você tem ela nas mãos e o oferece de  coração limpo e confiante. A resposta? Você ouve com palavras rudes, amargas, ofensivas. As MAIS DURAS que eu já ouvi em toda a minha vida. Toda sua vontade cai por terra. Você nem chora, nem ri. Agora é indiferente. Sua parte foi feita, você acreditou, sonhou, quis, amou. Mas o orgulho torna as pessoas cegas e não há mais o que ser feito.

O sonho mais lindo que eu vivi, a única pessoa que eu realmente confiei, se tornou simplesmente a maior decepção da minha vida...

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando se fica deprimida...

Imagem: www.sxc.hu
Que mania das pessoas de tentar me entender, de querer saber o que eu tenho e por onde ando. No fundo, eu até gosto desta preocupação, mas não é isso que quero, pelo menos não só o que eu preciso em dias, como o de hoje. Estou irritada, sabe? Triste e deprimida. Sei que isso é estranho em mim. Não costumo andar calada, sem vontades e ideias mirabolantes, mas também sou humana. Tenho esse direito.
Tento problemas como qualquer ser humano e me desafio dia após dia para dar o melhor de mim. Sempre com um sorriso no rosto, sempre julgando fácil o impossível. Esse é meu jeito, mas é humano que eu me sinta debilitada, que eu pare para chorar de vez em quando. Afinal de tantos mil sorrisos, preciso me fortalecer para mantê-los e nem sempre tenho esta força. De vez em quando, preciso renová-la.
Poxa, eu sou uma menina de seus 20 anos e com muitas coisas, querendo me encontrar. Com medos e curiosidades e quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo e esse mesmo tempo te pressiona por escolhas, você desaba. Sim, eu também choro, apesar de parecer forte. E fico sem vontade alguma para coisa qualquer. Só quero um quarto escuro, um travesseiro que agüente meu choro e me desligar do mundo.
Você está deprimida. Tudo parece confuso. Tem medo do seu próximo tombo de moto. Não se sente reconhecida e realizada no local de trabalho. Os sintomas que está manifestando indicam uma possível doença e possíveis tratamentos (que possivelmente odiarei). Você se pergunta quem são seus amigos e se aquela pessoa, que você tanto gosta, ainda te faz feliz. Precisa de pautas, muita criatividade e uma dose extra de tempo. Apavorada, controla o desespero e tenta mascará-lo com a calma e a tranquilidade – coisas que aqueles que te conhecem, sabem que é anormal da sua rotina.
Ainda assim as pessoas te fazem perguntas absurdas como “Você está grávida?” coisas que ouve a meses, devido aos sintomas semelhantes – tontura e náuseas. Outros simplesmente te olham com cara de curiosidade, como se tentassem adivinhar o que se passa na minha mente para espalhar o mais novo boato. E ainda assim, não tenho o direito de ficar assim? Irritada, triste, desanimada?
Sei que hoje estou dramática – e, confesso, até eu estranho – e sei também, que no novo dia já estarei no meu normal. Mas das poucas vezes, que me encontro neste estado... Não, eu não preciso de médicos, de pessoas me paparicando e perguntas tolas.  Preciso é apenas um abraço. Daqueles tão fortes e grandes que caibam o mundo. E que nele eu chore e seja reconfortada. O abraço que não ganhei... e, era TUDO que eu precisava.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Indiferente frieza

Pobre menina esperta. Que de tão esperta se passou a perna. Jovem sorrateira julgava saber o que fazer, mas perdeu a razão... Hoje ela até entende seu coração, mas não bota fé nas suas palavras. Ela sabe que são da boca pra fora.
 Ela sabe bem o quer e ela sabe como ter. Ela pode ter. Mas nega a si mesmo. Teme seus próprios sonhos. Nega seu próprio desejo.
Sim, ela deveria se golpear. Fazer sangrar a própria pele. Esgotar-se em lágrimas. Mas, não, nem isso ela conseguiria.
Sentimentos não a atingem. Não, como ela queria. Palavras não a tocam. Ou talvez, não sejam as palavras certas. Ela é de uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo tão indiferente, tão sóbria, tão gelada...
Ela vê coisas tão surreais aos normais. É de uma percepção inimaginável e inatingível. E mesmo assim, desperdiça-as. Um dia essa garota vai despertar, sabia? Um dia ela não terá medo de todo seu potencial.  Um dia, e espero que este não tarde, ela Irá se mostrar. Nesse dia , ah nesse dia...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre sentimentos

Perambulando no meu mundo, depois de frases bobas ouvir, choros presenciar, declarações vazias e perguntas que a mim fizeram, relatei... 

Por que a sociedade insiste em nos colocar em quadrados, em padrões pré-selecionados, nos enquadrando em algo? Poxa, me nego a viver nessa utópica ideia de ser isso ou aquilo.  Não consigo moldar o meu sentir, não posso apresentá-lo numa forminha bonitinha e certa. Esperam respostas certas. Ok, em questões profissionais e de rotina sabemos resolver, qualquer que seja, mas como definir os sentimentos?
Os humanos me assustam, confesso. Dizem “Eu te amo” como quem diz “bom dia”. Impõe nomes e formas aquilo que, ilusoriamente, julga sentir. Pode parecer egoísmo, orgulho ou muito grado por liberdade, mas sentimento não se enquadra; não se limita. Só é real se for incondicional, indefinido, infinito.  Afinal, que amor é esse que cabe em palavrinhas fúteis e simbólicas como “namoro”, “noivado”, “casamento”? Como ser um sentimento intenso e puro se, se perde no tempo em meio a fases pré-estabelecidas, planejadas, estipuladas. O sentir é sentir, e sentir é agora, não se “pré-sente” pelo amanhã.
Perguntei para meu maior ídolo o porquê das pessoas “casarem”, por exemplo. “Para ter uma companhia”. Bando de humanos carentes, isso que parecemos. Medo de ficarmos sozinhos, medo de pernoitar só no inverno. Pra mim, tudo muito vago. Não me encanto em coisas do gênero. Não me agrada a ideia de viver algo apenas para preencher necessidades passageiras.
E alma gêmea? Não existe essa historinha de “é perfeito pra você”. Você pode dar certo com qualquer seja a outra metade - limão, laranja, morango. Para dar certo, mesmo que por instantes, o perfeito é o encaixe das partes. O que importa é o todo que dois formam e não o que cada um é separadamente.
 

Pense nisso caros mortais! 

...E parem de fazer drama que amor só machuca e faz sofrer. São vocês que estipulam ao invés de apenas sentir. Descomplique. A vida é rara!
 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ops, Eu cresci (e também sou humana,ok?)

Complicado falar neste momento. Sinto-me meio adolescente, meio juvenil, até infantil, talvez. Tenho mil coisas por fazer, mas nada consigo executar. Meu cérebro está mil. Certamente meu chefe(s) e professor (es) não me desculparão por isso. Meus amigos, talvez, me chamem atenção e os mais chegados espero que briguem, gritem e falem quando estiver de mais. É complicado crescer, sabia. Eu tenho 19 anos, apenas 19 anos, mas, é mais fácil ouvir “Você já tem 19 anos!”.





















Desolada, sozinha, madrugando. Aqui eu permaneço perambulando pelos meus pensamentos. Incrédula, rebelde e confusa. Ninguém entenderia se eu me explicasse, nem eu possuo minhas respostas. Sorrindo, berrando ou cantando. Sempre levei a vida do meu jeito e sou orgulhosa do que me tornei. Menina guerreira, menina faceira que nada abala, que nada detém. Meu mundo é imperfeitamente perfeito e não troco por nada. Mas é complicado, por vezes, ser eu. Sei que meu dia será corrido (e eternamente zelarei por dias assim). Mas como dar conta de dois cargos sozinha, duas funções de extrema importância, diga-se de passagem. E o conhecimento? Não apenas as disciplinas da faculdade, mas minhas leituras, minhas visitas a biblioteca, meu constante aprendizado. E os amigos? E minha vida social? Lances, rolos a vida sexual? E meus amados pais? Ando refletindo sobre tudo e nada ao mesmo tempo. As pessoas tem me cansado, a vida tem me desgastado. Sorte, que me renovo como o vento e me adapto em relances.
Sei que meu tempo e curto (não estou falando de morte e sim do dia de hoje mesmo), mas tinha que desabafar.  Eu preciso GRITAR, sabia? Preciso disser que me cansei, que não aguento mais essa utopia toda e tenho vontade de bater em muitas pessoas. Não, eu não estou com TPM, eu só estou com raiva, indignada (nem sei com o que, sinceramente). Mas eu sou humana. Não sou de ferro. Eu também faço confusão e meto-me em cada problemão. Deixe-me em paz por hoje ou me abracem, simplesmente. E seu chorar? Demonstraria fraqueza? Sinceramente, lagrimas me fortalecem, mas só as desperto por extrema urgência. 
...Agora tenho que correr, releases, textos, leituras, andanças, reunião, talvez possíveis brigas, um xingão bem dado em algumas pessoas e por ventura boas risadas e dose extra de aprendizado. Ops, o tempo passou... Na minha vida e no relógio aqui de casa também. Antes que me atrase para o hoje, vou-me.

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