quarta-feira, 13 de abril de 2011

Essa tal paixão pela fotografia

“Fotografia nada mais é do que um cálculo onde as variáveis de  soma são luz e criatividade, elevadas a paixão daquele momento”. Lucas Barbosa

Já de anos que me entreguei a ela. Meu olhar capta a todo momento cenas que poderiam virar lembranças com a arte de escrever com a luz. Criativa, impulsiva, nada discreta e mirabolante eu vivo a perambular em busca dos melhores ângulos, cores e movimentos.
Crítica, analista, detalhista, perfeccionista e mais um monte de ista... não possui preconceitos no olhar. Ele é puro e intenso. Corpos, olhares e gestos me encantam. Sensualidade, selvageria e explicites, também. Vejo arte por arte e nela me perco e me encontro. 
A partir de hoje, pretendo dividir com vocês um pouco do meu trabalho, também encontrado no perfil 1 e 2 do orkut, twitter e em coluna em dois jornais da região. Apreciem sem moderação ;)

As primeiras fotos são do ensaio de Rafaela Schoenfeldt.

Fotografada em duas etapas, entre janeiro e fevereiro, foi a primeira vez que a jovem posou para as lentes de um fotógrafo. A escolha por ela para inaugurar o espaço se deve ao fato dela completar 15 anos neste sábado, 16.

Bastante expressiva, Rafaela mostrou que leva "jeito pra coisa". Perfeita para fotos publicitárias e encartes. Ela é capaz de chorar em frente as lentes. Fotogênica, loira natural, magérrima e com uma manchinha no nariz que é um charme (se assemelha a um piercing) a jovem tem tudo para seguir na carreira - eu apoio :D.
























Obs.: Os posts serão feitos de acordo com a publicação feita em um dos jornais do qual tenho espaço para fotografia. Assim sendo, os leitores poderam acessar nesse espaço as imagens não divulgadas e coloridas (jornal em PB)

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando se fica deprimida...

Imagem: www.sxc.hu
Que mania das pessoas de tentar me entender, de querer saber o que eu tenho e por onde ando. No fundo, eu até gosto desta preocupação, mas não é isso que quero, pelo menos não só o que eu preciso em dias, como o de hoje. Estou irritada, sabe? Triste e deprimida. Sei que isso é estranho em mim. Não costumo andar calada, sem vontades e ideias mirabolantes, mas também sou humana. Tenho esse direito.
Tento problemas como qualquer ser humano e me desafio dia após dia para dar o melhor de mim. Sempre com um sorriso no rosto, sempre julgando fácil o impossível. Esse é meu jeito, mas é humano que eu me sinta debilitada, que eu pare para chorar de vez em quando. Afinal de tantos mil sorrisos, preciso me fortalecer para mantê-los e nem sempre tenho esta força. De vez em quando, preciso renová-la.
Poxa, eu sou uma menina de seus 20 anos e com muitas coisas, querendo me encontrar. Com medos e curiosidades e quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo e esse mesmo tempo te pressiona por escolhas, você desaba. Sim, eu também choro, apesar de parecer forte. E fico sem vontade alguma para coisa qualquer. Só quero um quarto escuro, um travesseiro que agüente meu choro e me desligar do mundo.
Você está deprimida. Tudo parece confuso. Tem medo do seu próximo tombo de moto. Não se sente reconhecida e realizada no local de trabalho. Os sintomas que está manifestando indicam uma possível doença e possíveis tratamentos (que possivelmente odiarei). Você se pergunta quem são seus amigos e se aquela pessoa, que você tanto gosta, ainda te faz feliz. Precisa de pautas, muita criatividade e uma dose extra de tempo. Apavorada, controla o desespero e tenta mascará-lo com a calma e a tranquilidade – coisas que aqueles que te conhecem, sabem que é anormal da sua rotina.
Ainda assim as pessoas te fazem perguntas absurdas como “Você está grávida?” coisas que ouve a meses, devido aos sintomas semelhantes – tontura e náuseas. Outros simplesmente te olham com cara de curiosidade, como se tentassem adivinhar o que se passa na minha mente para espalhar o mais novo boato. E ainda assim, não tenho o direito de ficar assim? Irritada, triste, desanimada?
Sei que hoje estou dramática – e, confesso, até eu estranho – e sei também, que no novo dia já estarei no meu normal. Mas das poucas vezes, que me encontro neste estado... Não, eu não preciso de médicos, de pessoas me paparicando e perguntas tolas.  Preciso é apenas um abraço. Daqueles tão fortes e grandes que caibam o mundo. E que nele eu chore e seja reconfortada. O abraço que não ganhei... e, era TUDO que eu precisava.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Costumo ter medo de Bicho Papão

 Estava com medo. Muito medo. Não fazia ideia do que estaria por vir. Ao entrar pelo portão principal, perguntei ao porteiro onde seria o tal prédio o qual haviam me chamado e, também, perguntei pelo banheiro. Gentilmente ele me explicou e me alcançou uma chave de acesso ao banheiro feminino.
Tranquei por dentro, me olhei no espelho e percebi que estava em pânico. Fiz o número um, lavei as mãos e continuei a me olhar no espelho procurando possíveis imperfeições e/ou uma aparência sem credibilidade.  Estava ficando paranóica. Disquei alguns muitos números de amigos e para catástrofe do momento – em plena 9h45min – todos estavam ocupados, deduzi quando não atenderam e outras fora de área. Precisava falar com alguém. Por sorte, pelo menos um atendeu, mas não manifestou o menor estimulo. Porém, estava mais calma.
Já havia saído do banheiro – e devolvido a chave – e me encaminhava para a escada de acesso ao segundo andar. Suava, suava muito. Meu celular estava com a tela molhada, tamanha tensão ao usá-lo.  A moça que atendeu dirigiu-me para a “terceira porta a direita”. Não deduzi que fosse muito esperta. A porta certa era a quarta – ela havia contando após a sala dela que seria a número um para um leigo ao prédio.
A moça com que eu deveria falar reconheceu-me quando disse meu nome e foi simpática. Pediu para eu aguardar o “SECRETÁRIO”.  Aguardar por si só já é algo muito tenso para alguém hiperativo feito eu, quem dirá me informar que eu aguardava uma das autoridades maiores do “negócio” para a conversa que ela marcará. Não, eu não sabia que seria com ele. Pelo nome lembrei que ele era meu seguidor no twitter e eu o seguia também. Era um torcedor do tricolor e bastante ativo nos comentários – lembrei.
A espera deve ter durado alguns minutos, não sei ao certo, mas para mim foi uma eternidade. Nestes “eternos” minutos repensei toda minha vida e conclui que tenho medo das pessoas até então desconhecidas. Elas parecem fortes, robustas e como numa selva, vale a lei do maior comer o menor e eu me sinto o bichinho aniquilado. Na verdade, esse medo passa, assim que consto que são apenas pessoas comuns, como eu. Que não irão me morder e nem sequer conseguem ler meu pensamento quanto a elas (UFA).
O senhor que aparece no corredor parece passar pelo mesmo desconforto. Esse, porém, de traje formal, mala nas mãos e postura firme e precisa comete o mesmo equivoco com a porta, após a informação errada. Detalhista que sou e com a conseqüência dos episódios da série Lie to me* percebi que ele suava e estava tão, ou mais, nervoso que eu. Antes de aparecer à porta ele respirou fundo, arrumou o colarinho da blusa, se postou em frente da porta e deu um passo atrás. Um gesto bastante inseguro para o senhor maduro que ele aparentava ser. Disfarçando o nervosismo, cumprimentou a moça que o atendeu com uma voz cordial e atenta. Se saiu bem, mas eu notei seu medo. Isso me fez perceber que sempre haverá o medo, independente da experiência que se tenha. Como já citará William Bonner, mesmo depois de anos, haverá o “friozinho na barriga” a cada novo telejornal.
Acabou espera. O Secretário chamou por mim. Postei-me em sua frente, mas não tive a mesma máscara do senhor nervoso antes de mim. Deixei meu casaco cair, sentei-me toda atrapalhada e ele deve ter notado que eu estava gelada e suando. Em poucos detalhes, além dos que eu já sabia a seu respeito, notei também que ele era petista – havia uma moldura do Lula como presidente em seu escritório.
Para não estender o conversa em detalhes por menores, o tal “bicho papão” era um senhor, ou melhor um jovem - entre 30 e 40 anos – de boa aparência, gentil e me fez sentir a altura dele. Me surpreendeu e saí de lá com mais do que chegará. Saí com oportunidade, com o voto de confiança, com algo que a tempo eu sonhava. Há anos que eu tentava, e, aquela, mera pessoa que eu acabará de conhecer me concedeu. Foi minha primeira entrevista de emprego. Mais uma barreira rompida. Nunca existiu o bicho papão...

*Seriado americano que mostra uma equipe de especialistas em solucionar casos através de micro expressões.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando perdi minha inocência

* O primeiro texto da série "Minha querida Infância". P.S. Todos serão história verídicas.
 
Tinha pouco mais de quatro anos e uma curiosidade tremenda. Era verão e um aglomerado de homens surgia diante dos meus olhos. Meu primo, 8 anos mais velho que eu, havia chegado com algo que me seduzira a primeira vista. Gibis.
A paixão por revistas, livros e jornais é algo que carrego comigo desde bem pequena, talvez uma previsão do que viria a ser minha profissão. Naquela manhã, ou tarde - não lembro ao certo - ele chegará com dois. Um deles estilo faroeste – se não me falha a memória, TEX.  O outro era diferente de todos que já tinha visto, era colorido e tinha pessoas. De imediato pensei que eram para mim. Para minha decepção ele exibira aquele aglomerado de páginas coloridas para todos os homens ali presentes – meu pai e os demais dos quais não recordo quem seriam – menos para mim.
Mimada que era fiz cara de choro e exigi ver também. Disse-me que era revista de menino e me entregou o outro gibi, do qual eu julgava da pior espécie. Era sem vida, com poucas cores e eu queria o outro. Indignada fiquei de birra e sai dali.
 Mas não haveria de terminar ali. Com que ele achava que estava se metendo? “Revista de menino”? Ora bolas, eu sempre gostei de brinquedos de menino, carrinhos e bola, como ele poderia pensar que eu não gostaria daquele livrinho tão colorido? Já na época, era contra esses preconceitos machistas e pré-estipulados pela sociedade.
Aquela revista haveria de ser minha. Escondi-me próximo do local e fiquei no aguardo de qualquer passo em falso do inimigo. Minha mãe, mesmo sem saber, foi minha cúmplice, chamando todos para o café. Eles estavam no galpão e teriam que se deslocar até a cozinha, na minha casa. Vi de canto que ele soltara meu “tesouro” em cima de uma "pia" de fumo, com mais ou menos o dobro da minha altura (nunca fui muito alta).
Sorrateiramente peguei um banco que havia lá e o usei para subir. Ainda assim era alto e tive que dar impulso para conseguir alcançar o alto. Por pouco não fui para o chão. Ao sentar-me naquela "pia" de fumo tão alta e com aquele gibi em minhas mãos, me senti tão grande, forte e corajosa que nada do mundo me atrapalhara – nem aqueles tocos de fumo que costumavam pinicar a bunda.
Em êxtase e com o coração a mil eu analisará o tal gibi. Havia vencido. Curiosa, o abri e em espanto fiquei. Era uma moça loira bastante bonita e um cara forte de pele morena e eles faziam coisas que não posso relatar para o horário.  Era um gibi pornô, daqueles que fazia sucesso nos anos 80. Sem entender aquilo tudo, e julgando muito nojento o “pirulito” que ela tinha na boca, controlei o choro de susto e sai imediatamente dali.
Não contei o episódio a ninguém, provavelmente apanharia. Estava triunfante e assustada ao mesmo tempo. Havia perdido minha inocência.

Minha querida infância

Viviane Moura aos 2 anos: tentando perder o medo do triciclo
Bons tempos aqueles em que não precisava me preocupar com o tempo. Que doce não engordava e pão com melado era sagrado. As contas e as responsabilidades eram coisas de adultos. Nosso único compromisso era com a liberdade de ser criança. Tempo de brincar, deitar e rolar. A vida parecia, que nem passaria. Mas passou. Ah minha querida infância. Minhas birras, meus dengos e aqueles muitos planos para o futuro, de quem queria ter todos os brinquedos do mundo. Sei que pode parecer clichê, mas quem não tem saudade daquela infância? Daquele tempo em que banho de chuva era mágico e a criminalidade era coisa distante. Diferente de hoje, com uma memória recente péssima - talvez devido à acomodação do meu cérebro na rotina rodeada de tecnologia - do meu passado eu muito recordo. Foi tão incrível. Fui à heroína da minha própria história em quadrinhos e hoje quero relatar o máximo que posso.
Pensando nisso resolvi criar a “Minha querida infância”, uma série de textos que ironizam assuntos polêmicos de hoje para contar as simples e inesquecíveis histórias que vivemos na fase mais colorida.

 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Amor da “vida” não é amor “pra toda vida”

 Qual é o problema das pessoas com esta diferença? Já dizia o grande Vinicius de Moraes “que seja infinito enquanto dure”. Poxa gente, quando vão parar de viver maltratando a própria existência em miseras ilusões. Fico revoltada quando leio em sites de relacionamentos, recados e coisas do gênero o “amor para toda vida”. Os humanos têm bola de cristal? Não, são apenas palavras efêmeras e ditas no “calor da hora”. Não há como prever o futuro. As coisas apenas acontecem e não há o que se possa fazer contra o tempo a não ser aproveitá-lo. Apenas ame. Mas ame hoje, o amanhã a Deus pertence.
Os grandes amores podem até ser tido como amor “da vida” afinal naquele momento ele pode até ser. É intenso e único. Mas o que garante que não é momentâneo? É profundamente estranho olhar para o passado e ver em nossos primeiros amores inexistentes aquele sentimento que, antigamente, sonhávamos ser eterno. Quem garante que o amor de hoje não será o estranho de amanhã? É, pois é.
E então surgem as promessas, os planos e aquele turbilhão de sonhos que atropela tua vida social, tua relação familiar e com os amigos e o trabalho. Você vive para alguém que julga eterno. E este “eterno” pode durar uma vida, um ano, um mês ou, até mesmo, uma noite. Se durar meses e anos, o próprio tempo já transforma as expectativas e a química da paixão esfria. Reduzem os batimentos, o frio na barriga passa e a sensação chicle se desfaz. Logo aquele homem ou mulher incrível se transforma, na melhor das hipóteses, naquele ser que te atura e te faz companhia e, na pior, naquela mala sem alça com quem se dividi as contas e a cama.
Mas para que nós preocuparmos com isso? Fazer da vida a cada dia um novo dia e amar por completo apenas no instante é o que podemos fazer. Só isso completa o ser humano e, talvez, seja nossa única chance de viver um amor eterno. Nem que seja apenas enquanto dure...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Chantagem ao bom velhinho

escrito em 22/12/2009

Como o Papai Noel foi bem bonzinho comigo este ano, ele merece a cartinha publicada. Um texto irônico sobre o que seria uma carta de natal de uma jovem sincera e sem meias palavras.


Querido papai Noel...
Esse ano fui uma menina bem boazinha

Quase nunca pensei ou falei besteiras

Minha mente esteve sempre sem malícia...
Quando meus amigos, ficantes ou pessoas bizarras não estavam por perto

E não fiz mal a ninguém...
Que não merecia é claro

Não joguei jogos de azar...
Em horário de aula

Não ingeri álcool...
Puro ou em produtos, evidente

Não peguei ninguém...
Garanto que foram eles que me pegaram

Não influenciei ninguém a agir por impulso...
Só dei o exemplo

Não briguei com ninguém...
Foram eles que começaram
Não gritei...
Em horário de sono

Não comi besteiras...
Elas que foram até mim e escorregaram na minha boca, eu juro

Não menti...
Só aprendi a ser sínica

Não pratiquei atos de luxúria...
Só fiz o que manda na bíblia: seguir Seu coração. Ele batia mais forte, eu pensei que fosse um FAÇA

Não passei a perna em ninguém...
As pessoas que foram inocentes demais

Não olhei para nenhum bumbum masculino...
Enquanto os homens estavam de frente, certo?!

Não entreguei trabalhos atrasados...
Quando os professores prolongaram a data

Não desejei a morte do meu chefe...
Coitado, só estava precisando de um descanso...

Não bati em ninguém...
Mas faltou pouco

Corri muito...
E mesmo assim perdi o ônibus algumas vezes

Não dancei...
Meus pés e quadril se mexem sozinhos, já vistes?

Não tive ataques de loucuras...
Ela já é comum

Não encurtei as roupas...
E que estava sobrando no canto exterior da coxa

Não debochei de ninguém...
Apenas não segurei a cara de pau

Não dei maus conselhos...
Apenas ajudei a fazê-los

Não critiquei ninguém...
Foram sugestões

Não iludi...
Era minha indecisão

Não roubei...
A não ser uma ou duas balinhas das bolsas dos amigos

Não matei...
Apesar de me falarem: Você me matou hoje!

Por fim, fui um anjo...Você viu
Dócil, amiga, um poço de inocência

Eu mereço aquela viagem para a Europa
Ou pra Disney
Ou pra Canoas mesmo.

E também uma mesada gorda e uns sapatos novos para o próximo ano.

Ah, e se ainda não for pedir muito
Uns homens decentes (e indecentes às vezes) que façam mais do que falam

Eu mereço né?!

Agora se você não me der nada
Nem um chocolate na minha meia chulezenta
Eu juro que tu vai ter que usar o saco dos presentes no lugar do teu
Ok?
 


PS.:Para sorte das criancinhas o saco dos presentes continua no lugar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Final de semestre é FODA

Sério, final de semestre está tomando todo meu tempo.
A missão do mês está sendo em torno da criação de um blog para a disciplina de jornalismo online.
O blog é sobre uma das minhas paixões: O parque Witeck, aqui em Novo Cabrais.
De beleza encantadora e estimado em 30 milhões de reais, o que me surpreende é que ele é pouco conhecido entre meus contatos. Assim sendo, conheça, descubra, visite.
O Blog. Vale a pena conferir ;)

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