quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Final de semestre é FODA

Sério, final de semestre está tomando todo meu tempo.
A missão do mês está sendo em torno da criação de um blog para a disciplina de jornalismo online.
O blog é sobre uma das minhas paixões: O parque Witeck, aqui em Novo Cabrais.
De beleza encantadora e estimado em 30 milhões de reais, o que me surpreende é que ele é pouco conhecido entre meus contatos. Assim sendo, conheça, descubra, visite.
O Blog. Vale a pena conferir ;)

sábado, 23 de outubro de 2010

O que, raios, é fazer amor?

Texto da brilhante Ailin Aleixo
















FAZER AMOR.

Sempre achei essa expressão coisa de menina virgem do interior ansiosa por uma fusão romântica-orgásmica-amorosa-eterna. E, inevitavelmente, a pobrezinha passaria o resto da vida amuada, copulando com um cara muito mais interessado no campeonato mineiro de futebol do que em fazê-la gozar.

Não acredito nesse papo de demonstrar todo o sentimento que vai por dentro através da união mágica dos corpos. Acho uma pentelhação sem fim filmes românticos em que o casal enamorado transa à luz trepidante de velas, inebriado pela brisa, sussurra palavras de devoção eterna ao pé do ouvido e, ao final, repousa nos braços um do outro sem uma gota de suor e com todos os pêlos no lugar. Pelamordedeus! Sexo é incrível porque é irracional, animal. Porque, naquele momento, você se esquece. Perde-se. Une-se ao outro e, somados, viram gozo, loucura temporária. É incrível porque é insano.

Amor não se faz. Amor se sente. Amor se dá, se doa. A materialização física dele pode ser carinho, pode ser cafuné. Pode ser sexo. Mas apesar de ser uma ferramenta poderosa, ninguém passa a amar através do sexo nem cria amor por ele. Existe uma diferença colossal entre trepar e transar com quem se ama— o primeiro é uma atividade aeróbica. O segundo, é ter prazer em provocar prazer. É importar-se com as pequenas reações do outro, é catalogar mentalmente tudo o que causa arrepio, gemidos. É ficar feliz em sentir a pele, em encaixar as curvas, em respirar perto do pescoço.

Para mim, fazer amor não é um jeito meiguinho e politicamente correto de se referir ao sexo. Para mim, fazer amor é estar com quem se deseja profundamente do jeito que se gosta; sem moralismos, com risos. Depois, ficar na cama conversando. Ou dormindo. Ao acordar, ir à geladeira trazer água. É pegar duas toalhas de banho no armário. Perguntar aonde vamos comer depois. Dar um abraço ao caminho do elevador. É entregar-se a viver o dia-o-dia. Sem medo. Com esperança.

 Sendo assim, quero mais é fazer pelo resto da vida.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Duplo sentido

Minha mente profana, insana e inventiva vê em muito o duplo sentido. A arte de disser e não disser, de provocar com as palavras, de induzir a atos inconscientes. Ah, o poder da palavra (eu que o diga, aspirante a jornalista e escritora que sou).  É incrivelmente prazeroso seduzir por palavras. Divertido e encantador. Uma arte de mão dupla que induz a um único propósito.
Para apreciadores do sentido duplo como eu, uma obra do incrível Fabrício Carpinejar



A sensualidade é a infância da vida adulta. Ou alguém ainda duvida que sexo é brincadeira?

Uma palavra certa e a vontade não larga mais o pensamento. Quando a namorada sugere que é lasciva, eu não me contenho, junto imediatamente as pernas e fecho o tórax. Lasciva é uma palavra muito rápida, entra direto no sangue. Derrubo minhas defesas também diante de “assanhada” e “safada”. Um amigo não pode escutar lúbrica que abandona sua carreira.

A audição se desespera com a realidade paralela dos vocábulos. Sou da turma do sexo falado. Não me permito pecar quieto. Saio para pescar na conversa.

Gemer em silêncio somente na masturbação, tampouco partilho da crença da música ao fundo. Reivindico a gritaria, as frases doidas, o acinte animal. O ritmo vem unicamente da respiração e da falta dela.

É um efeito colateral da minha geração. O carro foi o primeiro quarto, o sofá foi o primeiro hotel. Não encontrava tanto conforto para transar, necessitava arretar semanas e convencer a menina que valeria a pena, que só seria um pouquinho, que deixasse entrar. Aproveitava a saída dos pais para explorar a solidão lisa do seu corpo. Era um suspense, uma vertigem. Qualquer ruído na porta modificava o embalo da cintura. Procurava me manter perto das almofadas. Desde a adolescência, fui preparado para o flagrante. Cresci sob a pressão da maçaneta.

Sexo não acontecia com tranquilidade, despir dependia do pôquer da dicção. Falava algo bonito para retirar o sutiã dela, falava algo perigoso para arrancar a calça, amor eterno somente com a calcinha, e ainda existiam frequentes recuos de pudor. Muitas vezes, ela terminava mais vestida do que quando a gente começava. Nem sempre dava certo. Uma frase oportunista e indiferente puxava o freio de mão. Ela deveria entender que eu amava, que não me aproveitava de sua ingenuidade, que permaneceríamos juntos. Sexo exigia convencimento, persuasão erótica, promessas de Lagoa Azul.

Brincar com o duplo sentido continua um jogo favorito. Enrijeço na disputa de insinuações. É dizer e não dizer, é despertar o lençol na toalha de mesa, é atiçar a curiosidade dos dentes com a língua, pesar a pálpebra para espiar o vão da voz.

Tenho uma elasticidade incomum para formar dimensões alternativas. Não me contento com nada direto, tipo uma mulher confessando que vai beber todo o chantilly do café. Isso é pornografia. Viajo além. Se ela comenta que procura um mouse retrátil, fico louco. Retrátil? Eu me ponho em movimento. Já quero ser retrátil.

O Aurélio é meu Kama Sutra.

Tempos corridos...

É, pra quem falou que atualizaria o blog toda semana, menti. Menti feio.
Sei que não justifica, mas estou trabalhando nos preparos para a comemoração dos 14 anos de Novo Cabrais e mais umas trocentas coisas por serem feitas. Tempo eu ainda tenho e muito (noites e madrugadas :P) 

Já tive milhões de ideias para posts e inclusive organizei "mentalmente" alguns textos (Temas como Censo, relacionamentos, sexo, música, eventos, tempo e tantos outros perambularam meu cérebro).
Tenho alguns outros por postar (que escrevi faz meses) mas acredito que para cada texto a um tempo certo (não me perguntem de onde tirei isso e nem como chego a esse tempo...)

O que não deixei de fazer durante esse tempo todo foi ler bons textos. Me indentifiquei com vários autores e descobri crônicas maravilhosas. Para não ser egoísta vou dividir com vocês nos próximos posts.
Vicie em Fabrício Carpinejar e Ailin Aleixo. Nos próximos posts obras dessas figuras que admiro.


sábado, 18 de setembro de 2010

E se não fosse racional...


















                                                               Imagem: http://www.imotion.com.br/imagens/
Mesmo me considerando anormal em alguns aspectos, diferente e fiasquenta de carterinha, ainda, sim sou da turma dos mortais racionais. Aliás, todos somos (até que provem o contrário). Eu, pessoa que utiliza do bom senso, controla os impulsos e já sabe prover o fogo sem que seja de raios ou pedras me peguei pensando o que seria da vida social se agíssemos impulsivamente.
E se falasse o que realmente penso? Eu até tento. Odeio meias palavras e indiretas, mas, indiscutivelmente o humano omite. E se saíssemos por ai transado no primeiro impulso sexual?  E se não segurássemos a raiva e bater fosse a primeira reação? E tudo reagiria na primeira vontade, no instinto, na gana, na sede, no desejo e no momento. Imaginar cenas típicas disto é primeiramente interessante, depois cômico e, sem sobra de dúvida, torna-se um CAOS.
Segurei o riso quando imaginei a cena no dia de hoje. Evento lotado, pessoas estressadas, entediadas, alguns mal comidos (não negam o mau humor e a cara de insatisfação), outros revoltados, políticos, jovens com os hormônios a flor da pele,... A minha fértil imaginação formou a cena e revi flashes do filme “Perfume” em que todos transam com todos e a rua é palco de uma orgia social. Sem falar nas pessoas respondendo à altura a arrogância dos outros, respeito algum nas filas e “sai da frente” ao invés de “com licença”. Foi hilário e profundamente estranho.
E comigo? Já pensou se eu reagisse aos insultos arrogantes, responde-se os gritos com gritos, topa-se sexo a cada par de pernas masculinas que me propõe. Agarra-se instintivamente os que me encantam, batesse a cada insulto insolente, me despi-se a cada sensação de calor excessivo, devorasse pratos como os devoro com os olhos. Realmente, é muito bom sermos racionais. Bom EU ser racional...
 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vendaval dentro de mim

Me derruba, me abala, mas me refaço.





















E de repente uma tempestade te atinge e abala tua vida. Tudo que você sentia e tinha fica suspenso no ar. Sabe o que eu queria? Uma casa bem resistente pra me abrigar. Mas o vento a desfez. E Eu? Preciso seguir adiante.
Agora eu vi coisas, que antes eu não enxergava. O vento aterrorizante que me deixou em noite mal dormida, me acordou em pesadelo, trouxe uma depressão em mim, abalou a forte estrutura.
Nos vizinhos, casas destelhadas, estradas interrompidas. Os amigos choram e desabafam em confissões sem fim. Eu mesma, preciso ser ouvida. Este vendaval levou mais que construções, atrapalhou mais que simples trânsito. Modificou minhas vontades, clareou minhas verdades e levou muitos à reflexão.
Poucas vezes falei sobre isso, mas eu vivo uma depressão alternativa, ou um tanto diferente. Ela me atinge de tempo em tempo, em intervalos cada vez maiores (pra minha felicidade). Ela aparece e abala tudo, muda tudo. Uma reflexão, um estado de espírito horrível e agonizante. Um aperto no peito, soluços na boca, peso na alma.
Eu me reviro na cama. Almoço se revira no estômago. Os sentimentos se embaralham e eu amo e odeio ao mesmo tempo. Antigamente, quando vivia esses dias (que não são a TPM) eu me trancava no quarto, socava a parede e chorava sem parar até adormecer e acordar no outro dia melhor. Porém, a dura realidade é não poder fazer isso e ter que encarar tudo e todos como se nada estivesse acontecendo.
Ainda não chorei, não tive tempo. Confesso que remôo lágrimas atrasadas em meus olhos. Pra minha sorte o dia está acabando, o sono chegando e amanhã a tempestade terá passado...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Indiferente frieza

Pobre menina esperta. Que de tão esperta se passou a perna. Jovem sorrateira julgava saber o que fazer, mas perdeu a razão... Hoje ela até entende seu coração, mas não bota fé nas suas palavras. Ela sabe que são da boca pra fora.
 Ela sabe bem o quer e ela sabe como ter. Ela pode ter. Mas nega a si mesmo. Teme seus próprios sonhos. Nega seu próprio desejo.
Sim, ela deveria se golpear. Fazer sangrar a própria pele. Esgotar-se em lágrimas. Mas, não, nem isso ela conseguiria.
Sentimentos não a atingem. Não, como ela queria. Palavras não a tocam. Ou talvez, não sejam as palavras certas. Ela é de uma sensibilidade extrema e ao mesmo tempo tão indiferente, tão sóbria, tão gelada...
Ela vê coisas tão surreais aos normais. É de uma percepção inimaginável e inatingível. E mesmo assim, desperdiça-as. Um dia essa garota vai despertar, sabia? Um dia ela não terá medo de todo seu potencial.  Um dia, e espero que este não tarde, ela Irá se mostrar. Nesse dia , ah nesse dia...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sobre sentimentos

Perambulando no meu mundo, depois de frases bobas ouvir, choros presenciar, declarações vazias e perguntas que a mim fizeram, relatei... 

Por que a sociedade insiste em nos colocar em quadrados, em padrões pré-selecionados, nos enquadrando em algo? Poxa, me nego a viver nessa utópica ideia de ser isso ou aquilo.  Não consigo moldar o meu sentir, não posso apresentá-lo numa forminha bonitinha e certa. Esperam respostas certas. Ok, em questões profissionais e de rotina sabemos resolver, qualquer que seja, mas como definir os sentimentos?
Os humanos me assustam, confesso. Dizem “Eu te amo” como quem diz “bom dia”. Impõe nomes e formas aquilo que, ilusoriamente, julga sentir. Pode parecer egoísmo, orgulho ou muito grado por liberdade, mas sentimento não se enquadra; não se limita. Só é real se for incondicional, indefinido, infinito.  Afinal, que amor é esse que cabe em palavrinhas fúteis e simbólicas como “namoro”, “noivado”, “casamento”? Como ser um sentimento intenso e puro se, se perde no tempo em meio a fases pré-estabelecidas, planejadas, estipuladas. O sentir é sentir, e sentir é agora, não se “pré-sente” pelo amanhã.
Perguntei para meu maior ídolo o porquê das pessoas “casarem”, por exemplo. “Para ter uma companhia”. Bando de humanos carentes, isso que parecemos. Medo de ficarmos sozinhos, medo de pernoitar só no inverno. Pra mim, tudo muito vago. Não me encanto em coisas do gênero. Não me agrada a ideia de viver algo apenas para preencher necessidades passageiras.
E alma gêmea? Não existe essa historinha de “é perfeito pra você”. Você pode dar certo com qualquer seja a outra metade - limão, laranja, morango. Para dar certo, mesmo que por instantes, o perfeito é o encaixe das partes. O que importa é o todo que dois formam e não o que cada um é separadamente.
 

Pense nisso caros mortais! 

...E parem de fazer drama que amor só machuca e faz sofrer. São vocês que estipulam ao invés de apenas sentir. Descomplique. A vida é rara!
 

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